segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SEMEANDO DIVERGÊNCIAS

O ser humano, como regra, é movido a motivações e interesses. É algo natural e perfeitamente compreensível e aceitável.

Não podemos, no entanto, ignorar o conjunto de interesses antagônicos, estimulados ou não, e as manipulações feitas, normalmente pelos poderosos, para impor determinada condição que beneficiará os seus interesses.

No Brasil, em particular, quando as grandes empresas, especialmente, as multinacionais, começaram a se instalar ao redor das cidades, foi veiculada farta propaganda estimulando o êxodo rural, isto é, a ida dos colonos (pequenos e, normalmente, sem perspectivas no campo) para as cidades.

Fácil de entender: tais corporações precisavam de mão de obra. Ela já existia de sobra nas cidades. Mas, era necessária fartura de mão de obra, só assim haveria grande excedente. Grande excedente de qualquer mercadoria, inevitavelmente, reduz significativamente seu preço. Com a mão de obra não é diferente. Grande excedente de mão de obra é igual a grande desemprego, o que resulta em baixíssimos salários.

À época era comum ouvir-se colonos dizendo que era melhor um salário-mínimo na cidade do que uma safra duvidosa.

Esta é uma das grandes ou a principal causa do rápido crescimento das favelas nos últimos 50 anos no Brasil.

Bem, essa manipulação visava pagar salários vis, com o claro propósito de concentrar e acumular riqueza nas mãos de pouquíssimos, os mesmos de sempre: os donos do Grande Poder Econômico – GPE.

Esses que manipulam a sociedade toda e impõem, via poder público (políticos e altos funcionários públicos), a sua ideologia, os seus interesses, com leis que lhes são favoráveis e que condenam a população, em geral e sem influências, à mera subserviência.

Hoje é voz corrente que o Brasil precisa investir pesado em educação.

Não discordo disto, como regra geral, porém, não posso deixar de lembrar que neste novo lema está embutida a seguinte ideologia: jogar a culpa do desemprego, dos baixos salários e da miséria nos próprios desempregados, nos assalariados e nos excluídos do mercado. Só assim a verdadeira razão do desemprego e, consequentes, baixos salários e da miséria não vem à tona.

Há muito tempo que eu venho repetindo: caso todas as pessoas fossem PhD em tudo, ainda assim, teríamos, aproximadamente, o mesmo nível de desemprego existente nos tempos modernos no Brasil e no mundo.

A razão é muito simples: o GPE não pode prescindir do desemprego para manter a sua sanha de poder econômico e consequente acumulação de riqueza.

Como desejar que numa estrutura, num sistema assim, as pessoas comuns, fora do GPE, possam ter motivação e interesse suficientes para estudarem e se qualificarem conforme o novo lema recomenda?

Por traz dessa ausência de perspectivas temos os dados que as diferentes pesquisas revelam, como o crescente consumo de bebidas alcoólicas entre os jovens, inclusive entre os estudantes, que cada vez mais cedo se tornam consumidores desta droga, e a violência, também crescente.

Por traz dessa ausência de perspectivas temos, cada vez mais, jovens, inclusive com formação universitária, envolvidos com crimes, seja de discriminação, tráfico de drogas, assaltos, etc.

O que o mundo e o Brasil precisam, realmente, é a criação de mecanismos que propiciem a todos o sagrado direito à oportunidade de trabalho, não necessariamente como empregado de outrem.

Por que isto não é feito?

Pela subserviência a que o poder público (legislativo, executivo e judiciário) é submetido pelo GPE.

Como isto não pode ser declarado, não pode aparecer, o caminho é semear a divergência, de todas as formas, entre as pessoas sem influências, utilizando todos os formadores de opinião (mídia, escolas, igrejas), para que a situação vigente e inteiramente favorável aos donos do GPE, se mantenha inalterada.

Saúde e felicidade.

sábado, 6 de novembro de 2010

OS VERDADEIROS BENEFICIADOS DO ASSISTENCIALISMO

Quem foram e quem são os grandes beneficiados de programas governamentais como tíquete-leite, vale-transporte, vale-gás e bolsa-família?
Imaginemos o que aconteceria se as pessoas adultas que integram as mais de doze milhões de famílias de brasileiros, atualmente dependentes do programa bolsa-família, tivessem um emprego digno, que lhes desse um sustento razoável... Por certo elas não passariam vergonha e horas em filas diversas para pegarem uma merrequinha mensalmente.
É fácil, pois, deduzir que vão atrás deste auxílio esmolar por absoluta necessidade, por total dependência.
Alguém poderá dizer que quanto maior a necessidade maior será o benefício advindo com qualquer ajuda.
Para efeito de raciocínio aceitamos esta premissa.
Porém, se todas as pessoas tivessem o sagrado direito à oportunidade de trabalhar, qual seria o valor do salário-mínimo?
Melhor,teríamos salário-mínimo estipulado em lei?
Como temos falado ao longo deste livro, uma vez mais, socorremo-nos da lei da oferta e procura para dizer: se todos tivessem oportunidade de trabalhar, os salários em geral seriam muito mais elevados. Salário-mínimo, o que é isso?
Numa situação como esta não é de duvidar que os políticos, para o bem comum dos amigos da Coroa, estabelecessem legalmente um salário-máximo para o trabalhador, evitando, assim, a queda do nível perdulário de consumo dos amigos e da própria Coroa.
Porém, pela lei da oferta e procura, sem manipulações e nem intervenções do governo, com toda a certeza, certeza absoluta, o salário-mínimo, bem como os demais salários, teriam um valor proporcionalmente muito maior se todos quantos são alcançados com o bolsa-família tivessem o sagrado direito à oportunidade de trabalhar.
Pagando salários dignos os ganhos dos magnatas e dos ricos seriam reduzidos a um bom salário da economia moderna e neoliberal. Assim, embora a mídia e os governos se empenhem em dizer que o Estado e o empresariado fazem de tudo para gerar milhões de novos empregos, os grandes beneficiados de programas como o bolsa-família, sem nenhuma sombra de dúvida, são os grandes empresários, que continuam a pagar subsalários e mantendo o seu ganho extraordinário com o suor dos trabalhadores.
Não é difícil imaginarmos o que aconteceria com o iate “Pelorus” do magnata Roman Abramovich e de tantos outros brinquedinhos luxuosos que eles têm para desfrutar e ostentar poder, se todos os seres humanos em condições de trabalhar, tivessem oportunidade de exercer alguma atividade produtiva, seja como empregados ou tendo o direito de ter o seu próprio negócio.
Nós não temos nenhuma dúvida que os magnatas e os ricos são os grandes beneficiados do bolsa-família e de outros tantos programas assistencialistas que o erário público já sustentou e sustenta atualmente.
O programa bolsa-família ao manter resignados milhões de excluídos beneficia os magnatas. Da mesma forma as exportações que dão generosos ganhos aos caciques do sistema espoliativo universal não garantem empregos para todos, mas geram muita falsa esperança, grande desigualdade e imensa infelicidade.
(texto retirado do meu livro "A Nova Cara da Escravidão: moderna e neoliberal")
Saúde e felicidade.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A PRIORIDADE DAS PRIORIDADES

É inquestionável que o ser humano desocupado, ainda que tenha as condições necessárias para a sua manutenção de modo digno, acaba buscando o que fazer.

O ser humano desocupado que não tem sequer o essencial para a sua subsistência, por óbvio, fará alguma coisa para não morrer à mingua. Assim, se ninguém lhe der trabalho, buscará os meios de sobrevivência através do roubo, do crime.

Logo, de nada adiantará a sociedade exigir e os governos construirem presídios que atendam toda a demanda, se mantivermos os mecanismos de estratificação da sociedade, onde, para que alguns pouquíssimos possam viver com todo luxo e requinte, muitos precisam ser excluídos, prioritariamente, do mercado de trabalho. O que os jogará no ócio e daí na criminalidade, como até mesmo autoridades policias, frequentemente, reconhecem e declaram nos meios de comunicação.

Por defender há muito tempo, inclusive tendo editado um livro a respeito, a necessidade premente de que os governos criem mecanismos para permitir a todos o sagrado direito ao trabalho, eu não poderia ter me omitido na recente eleição, pois, embora o governo Lula não tenha criado os 12 milhões de novos empregos prometidos na campanha de 2002, criou, nos dois mandatos oportunidades de trabalho como poucas vezes registrado na história brasileira.

Espero que a continuidade do atual grupo político no Governo Federal represente, efetivamente, a continuidade da política de geração de empregos acima do número de pessoas (jovens) que rotineiramente entram no mercado de trabalho, de modo a, progressivamente, também dar trabalho àqueles que estão desempregados/desocupados. Seja através da geração de novos empregos ou através da concessão de financiamentos a baixíssimo custo e orientações e acompanhamento adequados para que as pessoas que desejarem montar seu próprio negócio tenham o amparo e o apoio que, historicamente, as minorias influentes tiveram. Condições que transformaram estas minorias em pessoas ricas e sobejamente influentes, especialmente, na esfera político-jurídica.

Saúde e feliciade.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

EFEITOS BENÉFICOS DA GERAÇÃO DE EMPREGOS

Embora haja certa resistência das pessoas em acreditarem em algo invisível, não palpável, que não é numerado ou quantificado, quero insistir na Lei da Oferta e da Procura.

Esta é uma lei natural, sem autoria, sem número, sem emendas e sem promessas mas, sujeita (e como!) a toda espécie de manipulação possível e imaginável.

Um exemplo divulgado, diariamente, são as intervenções governamentais na cotação do dólar, por exemplo, aqui no Brasil, ora vendendo, ora comprando a moeda norte-americana, para manter a sua cotação adequada aos interesses da economia defendidos pelo governo e que interessam ao mercado.

Como exemplo máximo da intervenção governamental cito o ocorrido com o café em 1930. Diante da queda vertiginosa do seu preço no mercado mundial, o governo federal queimou toneladas e toneladas do produto. Assim foi possível reduzir a sua oferta e, consequentemente, diante de procura estável, aumentar seu preço.

Na geração de empregos é exatamente isto que ocorre. É necessário que haja um determinado percentual de pessoas desempregadas para que os salários sejam pouco representativos nos custos dos produtos e, desta forma, os donos das empresas possam ter grandes ganhos, não mercê da sua competência operacional e, sim, da manipulação da lei do livre mercado de trabalho.

Por traz de todo tipo de denúncias históricas de malversação do dinheiro público encontramos os interesses do GPE – Grande Poder Econômico, ou seja, daqueles que dominam os meios de produção, circulação, distribuição, financeiros e de comunicação.

Caso existissem mecanismos que privilegiassem a geração continuada de oportunidades de trabalho, conforme as reais necessidades da sociedade humana, não obrigatoriamente empregos, muitas coisas seriam bem melhores do que são do jeito que funciona a economia como um todo e como as conhecemos.

Não acredito na total imaculabilidade do ser humano. Há estudos que apontam para, digamos, alguns sérios defeitos de fabricação. Porém, não posso olvidar, nem ignorar, que muitos dentre os criminosos de alta periculosidade começaram com pequenos delitos para ocuparem seu tempo e para sobreviverem, i. é, para terem o que comer. Uma vez tendo entrado no sistema prisional, a Escola do Crime por excelência, acabaram se aperfeiçoando e se aprofundando nesse beco sem saída.

Beco sem saída também é a economia mundial nos moldes em que funciona. É um cobertor curto em pleno Alaska: tapa os pés e descobre as orelhas ou tapa estas e descobre aqueles.

Mas, vamos lá, se todas as pessoas tivessem oportunidade de trabalho, seja como autônomo, empresário ou empregado, teríamos a mais perfeita e mais justa política de distribuição de renda. Não teríamos pobres, nem milionários.

Sei, vão dizer que isto é impossível, que é utópico. Pois é isto que os formadores de opinião, consciente ou inconscientemente, nos dizem diariamente.

Todavia e respeitosamente, afirmo que utópico e impossível é termos uma sociedade humana justa e igualitária, sem corrupção, sem criminalidade, sem miséria, sem a estratosférica concentração de renda que reina no mundo todo, a ponto de 200 mil famílias comandarem a economia do planeta, com os atuais mecanismos em que funciona a nossa civilização, onde 500 pessoas detêm, aproximadamente, 50% de todo o dinheiro do mundo.

Se almejarmos, consciente e verdadeiramente, uma sociedade justa é preciso que as autoridades criem e que nós apoiemos a criação de mecanismos que possibilitem a geração continuada de empregos. Logo, é imperativo que apoiemos líderes sindicais e políticos que defendem e criam mecanismos que geram oportunidades de trabalho para todos.

Saúde e felicidade.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

UM POUCO DE HISTÓRIA RECENTE

Em 1984 a Emenda Dante de Oliveira que propunha eleições diretas à Presidência da República vem a público.

Pesquisas apontavam a vitória de Brizola em eleições diretas e a de Maluf no colégio eleitoral.

Sarney, Presidente do Senado, às vésperas da votação desta emenda, telefonou e “convenceu” parlamentares para votarem contra a mesma, que foi derrotada.

Na sequência o Pmdb articula-se e forma a Aliança Democrática juntamente com a Frente Liberal. Esta representava o que havia de mais retrógrado e fisiologista do Pds, partido da situação. A Frente Liberal depois foi transformada em Partido da Frente Liberal, Pfl, e hoje é o Democratas.

Assim livraram-se do Brizola, derrotaram o Maluf no Colégio Eleitoral e elegeram o Tancredo Neves, que antes integrara o Psd golpista de 1964. O Sarney da antiga Udn, traindo o Presidente Figueredo, foi o vice do Tancredo.

Falava-se à época que fora exigência, para a assinatura daqueles famosos acordos com o FMI, que o futuro presidente do Brasil saísse dos quadros governistas.

O Sarney entrou no Pmdb e, conforme seria desejo do FMI, assumiu a presidência da república.

Em fevereiro de 1986, durante o carnaval, alguns integrantes do Pmdb, aqueles que depois fundaram o Psdb, acertaram as suas entradas no Pdt.

Aí o governo federal lançou o Plano Cruzado, que foi um dos maiores, senão o maior, estelionato eleitoral, bem longe daquele de 1994 em que as importações consumistas para tudo quanto era supérfluo foram incentivadas e com o frango a R$ 0,99 (menos de um real).

Como figuras pouquíssimo conhecidas como os Josés Richa e Serra poderiam correr o risco de não se elegerem? Claro, não cumpriram o acordo selado dias antes com o Pdt e permaneceram no Pmdb.

Com aquele estelionato eleitoral elegeram-se como de resto o Pmdb e o Pfl elegeram todos os governadores do Brasil, inclusive o Collor de Mello como governador de Alagoas. Elegeram também a maioria absoluta dos senadores e deputados federais e estaduais.

Em 1989 o tucano Mário Covas acerta sua participação como candidato à vice-presidente na chapa do Brizola do Pdt.

E, novamente, apareceu o Governo Sarney e o fisiologismo tucano. Ao “imaculado” Mário Covas foi lembrado que haviam inúmeros afiliados seus com cargos no governo federal. Estes corriam “algum” risco de serem despedidos caso consumasse aquele intento. E, novamente, o Psdb não cumpriu acordo selado.

Em 1995, ao assumir a presidência, o outro “imaculado” tucano, o FHC, com muitas dívidas de gratidão com o Pmdb do Sarney, agracia o Pmdb com diversos cargos, inclusive, ministérios, como p.ex., Renan Calheiros na Justiça.

O Sarney foi o fiel da balança no congresso dos governos Collor, Itamar e FHC, assim como tem sido do governo Lula. Mas para os “imaculados” tucanos aquele Sarney que lhes serviu era bom e este que serve ao Pt não presta. Dá para levar gente deste quilate a sério? Penso que não!

Resumindo: a turma que criou o atual Democratas era a mais fisiologista do partido que dava sustentação aos governos militares. A turma do Psdb, ainda dentro do Pmdb, agora mal falado mas, cortejado para apoiar o Serra, não seguiu seus “ideais” e rompeu acordo por temer não se eleger fora do Pmdb em 86 e aproveitou o estelionato eleitoral que foi o Plano Cruzado para eleger-se e usufruir as tetas do poder. Em 89, já como partido próprio, o pessoal do Psdb, agarrado ao antigo ninho e, obviamente, às benesses do poder, novamente, não honrou acordo prévio, apenas e tão somente, para não perder as regalias que tinha no governo do Pmdb do Sarney.

No poder entre 1995 e 2002, sempre sustentados pelo Sarney, agora senador e pelo Pmdb, entregaram o Patrimônio Público Lucrativo a ½ dúzia de Amigos Fiéis.

Hoje acusam o Pt por ser apoiado pelo Pmdb, assim como acusam a candidata oficial de uma série de coisas. Eu gostaria de lembrar:

- quem realmente é ficha limpa e do bem não consegue eleger-se por tanto tempo e ocupar tantos cargos por indicações, especialmente, onde há muito dinheiro;

- quem lança tantas calúnias contra um adversário, como a História tem mostrado, sempre que assume o poder transforma-se num governante autoritário e truculento, vide 1964, 89 e a forma como o, ainda, Governador Paulista José Serra tratou os Policiais Militares que estavam em greve: ficou encastelado no palácio, com um helicóptero à disposição e mandou que os policiais não grevistas mandassem balas, tiros, nos grevistas. Alguém que, realmente, defende a liberdade de expressão pode achar que isto faz parte de um Governante Democrático, de um Ser Humano Democrata?

- quem tem apoio da grande mídia, por certo, também é ungido e desejado pelos donos do Grande Poder Econômico- GPE, logo, tratará de interromper coisas essenciais como é a GERAÇÃO CONTÍNUA DE NOVOS EMPREGOS que, embora tímida, foi feita de modo considerável no atual Governo Federal, pois, quanto menor o nível de desemprego, maiores serão os salários, logo, menores os ganhos dos donos do GPE;

- lembro, ainda, que não foi o bolsa-família que tirou tantos brasileiros da pobreza absoluta mas, foi a geração de novos empregos como, pelo menos, nos últimos 35 anos não acontecia;

- é bom também lembrar que aquilo que hoje está sendo feito em prol daqueles que estão na base da pirâmide social, como a geração de novos empregos, em tendo continuidade, amanhã representará melhor qualidade de vida para quem está em níveis acima nesta pirâmide, pois menos gente dependerá, para sobreviver, da criminalidade, assim haverá maior segurança, o que reduzirá gastos com grades, guarda particular e seguros, p.ex.. O mesmo vale para planos de saúde e escolas particulares, pois com mais gente tendo condições de pagá-los, a procura deles será maior, consequentemente, seus preços serão menores.

Ao decidirem seu voto, se me permitem, levem isto em conta!

Saúde e felicidade.

domingo, 10 de outubro de 2010

RECORDAR EVITA INCIDIR NO MESMO ERRO, ACREDITAR NA MESMA MENTIRA!

Ser isento partidariamente não significa ser alienado, nem aceitar como (única) verdade aquilo que é divulgado pela grande mídia.

Acredito que a omissão frente a mentiras seja tão errada quanto a própria mentira em si.

O ser humano é muito crédulo, costuma acreditar de boa fé em fatos divulgados, não raro, de má fé. Quando a divulgação é feita por pessoas ou veículos de comunicação que têm a simpatia da pessoa, dificilmente, ela deixa de acreditar. Raras vezes analisa os fatos noticiados fria e racionalmente.

Ensinaram-me, eu acreditei e costumo aplicar a lição: quando se tem conhecimento de um fato, a bem do interesse coletivo, não devemos nos omitir de divulgá-lo para todos quantos nos for possível.

Infelizmente a Internet não tem controle mas, felizmente esta ausência de controle mostra-nos um pouco da postura das pessoas em geral, ou a serviço do que e/ou de quem elas estão.

Há inúmeras pessoas que se valem das diferentes possibilidades oferecidas pela Internet para colocarem suas opiniões, repercutirem notícias e interesses variados, inclusive para plantarem notícias falsas e caluniosas.

Atualmente uma das notícias mais difundidas é sobre o cerceamento da liberdade de expressão, isto é, o Governo Federal estaria praticando censura.

Para ver o que há de real e o que há de calunioso sobre o tema, tenho navegado por diversos espaços da Internet e, sempre que possível, deixado minha opinião de modo claro e educado. Surpreendentemente, diversos “blogs”, p.ex., que divulgam a suposta censura praticada pelo Governo Federal, em que deixei a minha opinião, censuram-na.

Assim, não me é difícil concluir o que está por trás desses brados incoerentes!

A partir daí, considerando que às pessoas verdadeiramente de bem cabe esclarecer e não tomar partido a favor de um ou outro lado, muito menos repercutir inverdades com o propósito inequívoco de confundir, resolvi que devo expressar claramente a minha defesa da verdade contra as mentiras e os interesses escusos daqueles que estão, inquestionavelmente, por traz desta máquina de conquistar o poder a qualquer preço.

Quero lembrar, dentre as tantas vezes em que o povo brasileiro, sempre de boa fé, foi submetido a tamanho terror psicológico, especialmente, 1964 e 1989.

Antes do golpe cívico-militar de 1964 bradaram aos quatro ventos que no Governo Federal imperava a corrupção e que o Presidente da República planejava implantar o comunismo. Assim obtiveram o apoio popular almejado para derrubarem o Presidente da República e apossarem-se do poder. Feito isto, afora o comunismo, tudo mais de que o deposto Presidente fora acusado passou a vigorar, principalmente, a corrupção e a censura. Todos quantos se manifestavam contra a tirania eram violentamente rechaçados e perseguidos.

Em 1989, durante a campanha eleitoral, o candidato ungido pelo Grande Poder Econômico - GPE, aprontou muitas e boas durante a campanha eleitoral, omitiu-se de participar dos debates no 1º turno sem ser criticado pela mídia na qual tinha todo o espaço para mostrar seus supostos feitos. Nos debates do 2º turno acusou seu oponente de, caso vitorioso, confiscar as poupanças da população. Após assumir o poder o seu primeiro grande ato foi justamente confiscar, não só a poupança, mas quase todo o dinheiro depositado nos bancos.

Agora, em 2010, a grande mídia está dando toda a cobertura à corrupção existente no Governo Federal. Ao que não podemos fazer nenhuma objeção, pelo contrário, devemos enaltecer a divulgação. Todavia, a mesma conduta esta mesma grande mídia não está tendo frente à corrupção existente em governos estaduais, especialmente, no Governo do Estado de SP. Este último até a poucos meses era governado pelo senhor José Serra.

Este tratamento diferenciado dispensado pela grande mídia aos dois candidatos que concorrem, em 2º turno, à Presidência da República, causa-me muita preocupação, especialmente no que concerne à juventude e à população mais humilde, e, confesso, leva-me a crer que o atual Governo Federal, de fato, confrontou grandes interesses e não está apenas mentindo sobre seus feitos no que diz respeito, p.ex. e principalmente, à geração de novos empregos. Afinal, o que os donos do GPE mais temem é a geração de empregos, pois isto eleva os salários, consequentemente, reduz seus fabulosos ganhos.

A história nos mostra que sempre que um grupo político parte para o VALE TUDO para conquistar o poder, a população acaba por pagar a conta.

Não é meu desejo adotar a mesma tática do terror psicológico porém, antes de decidirem seu voto, se é que tenho esta permissão, sugiro que levem os fatos que mencionei em conta, caso duvidem, por favor, pesquisem em outras fontes.

Saúde e felicidade.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

COMO ESCOLHER O MELHOR CANDIDATO?

A mídia sempre nos coloca como culpados pela zorra que predomina em todos os governos. Afinal, em épocas eleitorais, repete à exaustão que os eleitores devem escolher os melhores candidatos.

Que os eleitores colocassem no poder apenas políticos como, p. ex., a Madre Teresa de Calcutá. O que aconteceria? Ou estes políticos seriam cooptados ou depostos, pois o sistema político-econômico não foi feito para pessoas honestas mas, sim, para quem estiver disposto a fazer o jogo que interessa aos donos do Grande Poder Econômico.

Bem, para quem estiver disposto a votar no melhor, entendendo como tal, o não comprometido ou o menos comprometido, eu aconselho o seguinte: PESQUISE QUEM É O PATROCINADOR OU QUEM SÃO OS PATROCINADORES DO SEU CANDIDATO. Feito isto, PESQUISE A ORIGEM PRIMÁRIA DO DINHEIRO ALCANÇADO AO SEU CANDIDATO PARA QUE ESTE FAÇA SUA CAMPANHA.

Como regra geral, pelo menos, toda grande corrupção tem origem nos patrocínios das campanhas eleitorais.

Saúde e felicidade.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Lavagem cerebral, ingenuidade ou cobra mandada?

Fico a escutar aqui e ali, leio aqui e ali, pessoas atribuindo situações como a chamada democracia e a estabilidade econômica do Brasil a esta ou aquela pessoa, a este ou aquele grupo de pessoas, como partidos políticos, os caras-pintadas, ou o povo.

Reflitamos:

Após a 2ª guerra mundial e os seus desdobramentos, a América do Sul foi permeada de golpes de estado, de ditaduras militares (o correto seria cívico-militares).

A partir dos anos 60 a inflação nestes países passou a galgar índices cada vez mais elevados. Chegando na Argentina e no Brasil, p.ex., à hiperinflação.

A partir dos anos 80, as ditaduras, gradativamente, foram sendo extintas.

A partir dos anos 90, as elevadas inflações, gradativamente, foram sendo extintas.

Nas duas situações a mídia que é patrocinada pelo Grande Poder Econômico - GPE, passa a falar, sistemática e rotineiramente, em estabilidade política e econômica, além de globalização.

A par disso, a programação das tevês, paulatinamente, vai se tornando mais violenta.

O GPE através da mídia, diariamente pratica a mais abjeta lavagem cerebral, com informações distorcidas, notícias plantadas, enfim, com mentiras. Isto faz que seja cada vez menor o número de pessoas que consegue enxergar algo próximo da realidade, pessoas que conseguem ver os acontecimentos com o mínimo dessa influência, propositadamente, deletéria.

A quem for possível e, logicamente, tiver interesse em pensar em algo diferente daquilo que o GPE nos conta, eu lanço a seguinte pergunta:

- Não é possível, ao menos, cogitarmos a existência de alguém ou um grupo de pessoas com maior poder de mando que determina o que deve ser feito, se não em todo mundo, pelo menos num subcontinente, quando num curto período em diferentes países, com diferentes seguimentos ideológicos e interesses, trocam-se regimes totalitários pelas chamadas democracias e hiperinflações por estabilidade econômica? Sem contar outras semelhanças.

Saúde e felicidade.

sábado, 4 de setembro de 2010

POR EXPERIÊNCIA PRÓPRIA...

Não sou radical no que concerne a minha alimentação, todavia, por algumas casualidades acabei abolindo e reduzindo do meu consumo algumas substâncias... o resultado foi muito interessante. O trono, por exemplo, não é mais escritório, quando muito, caixa, aonde chego, pago e vou embora.

NÃO COSTUMO sugerir ou recomendar aquilo que eu não experimentei... pegando pelo outro lado... vou aproveitar este espaço para relatar minha EXPERIÊNCIA PRÓPRIA.

Eliminei o álcool, nem aquele vinho para o coração, nesta nem entrei porque ouvi da boca de um médico(Paulo Argolo) a seguinte frase: por que eu tenho que beber álcool para ter os benefícios que se encontram na uva?

Reduzi drasticamente a gordura. Sem manteiga, sem margarina, sem gordura para preparar carne, sem gordura em biscoitos, bolos, cuca e pães.

Reduzi enormemente o açúcar, hoje, talvez eu consuma 750 gramas por mês.

Reduzi ainda mais o sal, que já havia reduzido há mais de 20 anos, hoje, se muito, consumo 125 gramas por mês.

Eliminei todos aqueles vegetais em cuja produção há emprego generoso de VENENOS (agrotóxicos), como p. ex., o tomate.

Embora a maior parcela de nutrientes esteja nas cascas dos vegetais, lá também se concentram as maiores doses de venenos. Assim, tiro, generosamente, todas as cascas de todos os vegetais cuja procedência eu desconheça, bem como daqueles de origem conhecida onde são empregados agrotóxicos.

Tendo a possibilidade de plantar e colher alguma coisa, como maçã, p.ex., destas aproveito as cascas.

Reduzi a níveis próximos de zero o consumo de carne vermelha. Esta leva de 2 a 3 dias para ser digerida no nosso interior. APODRECE antes de ser eliminada.

SUGESTÃO de São Tomé, ver para crer:

Comigo aconteceu depois de mais de um ano comendo apenas carne branca. Contudo, creio, que seja possível, com menos tempo, perceber uma diferença enorme na nossa popular barriga.

Após NÃO CONSUMIR CARNE VERMELHA por mais de um ano, comi durante dois ou três dias seguidos APENAS CARNE VERMELHA. A diferença foi gritante! Minha barriga ficou estufada e pesada. Ao voltar à carne branca, o alívio foi imediato.

Sugiro, pois, que experimentem por algum tempo, um ou dois meses sem carne vermelha e após 2 ou 3 dias apenas carne vermelha, aí retirem-na novamente. Se não sentirem diferença, façam por um período maior... seguramente obterão alívio!

Se puderem acrescentar vegetais, quando cozidos não mais que 12 a 15 minutos, excelente!

A couve comum quando consumida crua, em forma de salada, p.ex., ajuda na prevenção de úlceras, segundo um antigo (1990/1) “Guia Rural” da Editora Abril.

Por experiência, posso assegurar, que elimina a AZIA, quando consumida regularmente, quase que diariamente. É interessante para quem é usuário contínuo de remédios, como antiinflamatórios.

CHURRASCO: já se falou que a carne vermelha é cancerígena, como também já se disse que o churrasco o é. Parece que o problema está no seguinte: a gordura e suco que pingam da carne durante o assamento, ao entrarem em contato com as brasas, estas liberam substâncias cancerígenas que acabam entrando em contato com a carne que está ali sendo assada.

Há alguns anos era comum vermos, aqui no RS, as chamadas churrasqueiras de apartamento, feitas de lata. Nelas as brasas ficavam embaixo e ao lado de onde se colocava a carne e embaixo desta uma bandeja com água, onde caiam os líquidos que se desprendiam da carne.

Este modelo pode ser feito em alvenaria!

Na hora de preparar a carne, dá um pouco mais de trabalho, o assado, no entanto, fica mais saboroso, e certamente sem as toxinas das brasas.

Segundo ouvi de uma nutricionista, é bastante elevado o número de jovens na faixa dos 20 anos que têm câncer, em função da alimentação, principalmente, da alimentação industrializada.

Saúde nem sempre significa consumir o que é “gostoso” e/ou aquilo que a propaganda diz.

Saúde e felicidade.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

SE MANTER O IMPÉRIO É O DESEJO, EXPLORAR É VITAL, LOGO, CONFUNDIR É PRECISO!

O mundo moderno, que só é moderno se considerarmos os avanços tecnológicos e científicos e a concentração da população em pequenas áreas e moradias.

Do ponto de vista do acesso aos avanços tecnológicos e científicos, estamos tão atrasados quanto há 500 ou mil anos.

Do ponto de vista da concentração da população, como sociedade, apenas regredimos.

De que adianta investirem-se milhões de reais em busca, por exemplo, da cura de certa doença, se, uma vez alcançada, não estará ao alcance de toda a população?

De que adianta o dinheiro do contribuinte ser emprestado ao produtor rural para que haja maior oferta de comida, se a maioria da população tem parcas condições para adquiri-la e parcela considerável, sequer, as tem?

De que adianta falar em democracia, se o que temos é uma ditadura pura, puramente, econômica?

Ditadura econômica nada mais é do que plutocracia.

De que adianta falar em independência, liberdade, emancipação, direito,... se são condições acessíveis à minoria?

Tudo isto só existe do jeito que conhecemos graças à permanente confusão que fazem em nossas cabeças. Para que os poderosos, os donos do Grande Poder Econômico - GPE, possam manter as suas fortunas, inegavelmente, não podem abrir mão da exploração que, historicamente, perpetram contra a maioria da população.

Nos tempos atuais a exploração é, imensamente, facilitada com o uso apropriado dos meios de comunicação. Evidentemente, é necessário manterem uma certa distância da essência dos fatos, do contrário a moderna tarefa de imperar pode voltar-se contra os neo-imperadores. Assim, como ensinou Maquiavel, fazem de tudo para jogarem pessoas sem influências, normalmente, pobres, umas contra as outras, muitas vezes utilizando-se de situações justas e corretas, porém, emprestando-lhes feições distorcidas.

Mencionarei dois exemplos rotineiros onde a essência dos fatos não é apresentada:

1) atribuir como causa dos acidentes de trânsito, em geral, pura e simplesmente, o excesso de velocidade, sem pensar em outras possíveis razões, como, p.ex., carro em más condições, álcool e imperícia, é divulgar uma meia verdade.

2) atribuir as agressões contra mulheres, de maneira simplória, ao machismo (alguém sabe o que é machismo?), sem abordar o meio sócio-econômico-cultural e o consumo de álcool, é outra meia verdade.

Nos dois exemplos, sabemos que há muitos interesses escusos envolvidos e que não podem, para o bem do sistema produtivo-espoliativo, serem abordados. Um destes interesses envolve, nos dois exemplos, o consumo de bebida alcoólica. Outro, ao jogarem homens contra mulheres, com expressões que enaltecem reais ou supostas virtudes de um ou outro, apenas fazem com que os dois se desdobrem para produzir mais, e com isto o empregador tem aumentados seus lucros, sem pagar um centavo a mais.

Assim, para manterem-se no topo da pirâmide social é imperativo que a exploração da mão de obra permaneça e a melhor maneira de conseguir tal é manipular as pessoas, apresentando aquilo que convém, quer ocultando, quer mentindo, mas, confundindo sempre.