sábado, 5 de junho de 2010

ERA UMA VEZ . . .

Um país chamado Brasil, ele vinha jogando a sua população pobre nas cidades, porque à volta delas estavam se instalando grandes indústrias, a maioria vinda de além-mar.

Estas fábricas precisavam de mão de obra e até não pagavam tão mal, é verdade que diziam pagar melhor... mas, no começo e em algumas situações, davam até moradia, sem contar o treinamento. Sabe como é... colono mal sabia usar arado com tração animal...

Os colonos pobres foram atrás dos empregos urbanos... mal sabiam o que os esperava... as favelas.

Este país começou a crescer, crescer... melhor, o bolo foi crescendo... enquanto ele crescia e os paraísos fiscais sorriam... um ministro pediu paciência ao povo que já andava meio desconfiado da sua sorte, pois agora sentia que morar em favela era pior que viver no campo...

Na roça, ao menos, tinha um pedacinho de chão, mesmo que fosse em meação, para plantar um pé de mandioca, outros de milho e feijão, criar uma vaquinha magrela, um cavalo manco, um porco e uma galinha, pois na falta da carne os ovos tinha...

O bolo cresceu e foi dividido... entre quem?

Ah, não interessa ao povo. Por que o povo tem que saber destas coisas? Não vai entender mesmo, ainda bem que não entende. Ainda bem que a nossa doutrinação nas escolas, nas igrejas, no rádio e na incipiente televisão fez algum efeito. Está mostrando seus resultados!

Mas, e o bolo? A divisão dele?

Já que insistem... foi dividido entre quatro luxuosas paredes, paredes de mármore, coisa que em favela não há... afinal, esse povo miserável, nojento... um pano velho, um pedaço de papelão, resto de demolição,... o que mais ele quer?

Já sei... vamos ganhar mais un$... vamos fazer vista grossa para a maconha, cocaína,... afinal, a cachaça sozinha não vai conseguir controlar todos eles...

Antes de continuar... preciso dizer que lá traz quando as indústrias começaram a vir para cá... houve uma certa cisão, uma dissídia, ... aquelas coisas de filhos diletos, uns com ciúmes dos outros, o que às vezes os leva a brigarem feio... lembram Abel e Caim? Aqui, porém, os pais, digo, os donos do Poder Econômico, houveram por bem que os dois ficassem vivos e estabelecessem dois grupos... cada qual com uma função específica e ambos deveriam mostrar a seu público – os melhor aquinhoados e os mais explorados – que eles os defendiam até a morte. Literalmente! Contudo, com a vida dos vira-latas.

Soldados oficiais bem preparados e doutrinados alhures, do lado de quem ostentava o poder político e militar em nome e para o bem das fábricas que estavam vindo, cada vez em maior volume, e das que já estavam por aqui, além dos melhor aquinhoados, digladiavam com os soldados mal preparados mas, bem doutrinados por aqueles que, momentaneamente, não eram os filhos prediletos. Precisavam provar que mereceriam uma nova chance. Haviam ficado de castigo, fora, portanto, do banquete principal, longe da divisão do bolo e esforçavam-se em discursos, mesmo além-fronteiras, para dizerem-se defensores dos explorados, contudo, estavam de olhos bem vidrados no banquete principal.

É bom lembrar que existiam soldados idealistas dos dois lados, soldados que acreditavam na causa que um e outro diziam defender, como hoje temos pessoas que acreditam naquilo que o poder instituído diz, seja quem for o ocupante do cargo e aqueles que acreditam no que a chamada oposição apregoa, independente de quem é.

Lá, como hoje, também existiam aqueles que eram interesseiros, aqueles que são contra tudo e todos que não lhes representam possibilidade de ganho pessoal...

Voltando aos soldados idealistas dos dois lados... estes, ah, estes, ... sabe, em briga de cachorro grande, vira-lata, por fiel e correto que seja, sempre leva mordida, digo, bala dos dois lados.

Continuando com as fábricas à volta das cidades... luxo, miséria e poluição... mansões, favelas e fábricas que com o dinheiro público geram empregos... nos paraísos fiscais. A última crise financeira mostrou bem isto, apesar da drenagam de toda dinheirama dos cofres públicos para que não houvesse desemprego, demitiram em profusão. Sem dó, nem piedade!

Para o bem delas e para a manutenção dos sorrisos, conveniente era um parlamento onde um rezasse e o outro dissesse amém... situação e oposição permitida, consentida. Quem ousasse afrontar sofria as conseqüências!

Diziam as más línguas, sempre elas... que um dos baluartes da turma do amém, digo, da resistência democrática, na hora da filiação foi para a fila da reza... ficha nº 1... nesse momento um fardado cheio dos medalhões saiu detrás de um enorme portão de ferro grosso e chamou-o, alto e bom tom,... Fulano... e ele já levantou os braços pensando que seria preso... erraste a fila! ... meio gaguejando tentou dizer algo, quando dois soldados o puxaram pelos braços até a outra fila... o dos medalhões finaliza... permanece com a tua ficha nº 1! Daquele lado serás mais útil!

Voltando... um manda daqui outro berra dali... exílio, mortes – em geral de vira-latas – rebeliões, tiros, cheiro de pólvora,... por fim, abertura, armistício...

Os barrados do baile, digo, do banquete principal, melhor e para ser correto politicamente, a resistência democrática, elabora projeto de anistia... dele não constavam pessoas que, de fato, eram idealistas e lutavam contra a enganação e a exploração. Esses causavam calafrios na turma da reza e do amém. Mas, os da reza, expertos e com o papel e a caneta nas mãos, incluem-nos na lei de anistia.

Enquanto isso o arroz e o feijão – a carne é para exportação – vão escasseando no prato do povo e, é claro, os sorrisos se alargando... rezadores e a turma do amém fecham acordo... dos primeiros sai o Presidente, mas sem medalhões e posando como alguém da antiga turma do amém....

Confusões daqui, entraves de lá... finalmente, não sem antes haverem experimentado um profundo desgosto... não é que um dos filhos diletos, o primeiro ungido como Presidente “democraticamente” eleito pelo povo, virou-se contra a tradicional força do Poder Econômico... não é que ele quisesse beneficiar o povão, apenas quis favorecer mais a turma dele mas, finalmente, depois do susto, o verdadeiro armistício, a verdadeira paz e harmonia, para deleite do Poder Econômico, é claro...

Trato feito, paz selada!

E os dois grandes grupos, digo, partidos de ontem, já subdivididos, começam a se reencontrar em intere$$eira$ (e o que, nesta horda não é intere$$eiro?) alianças... mas, sob a batuta do mesmo chefe superior de sempre a quem devem explicações e mais obediência, é óbvio, o Poder Econômico.

Permitem até que um ex-sindicalista, outrora preso por afrontar – mais ou menos, menos que mais – o mesmo poder moderador, o Poder Econômico, seja Presidente da República, mas dentro de uma filosofia elementar, como já havia acontecido com um ex-sociólogo, que mandou que o povo esquecesse tudo que defendera no passado: o Vice-presidente é da turma da outrora Reza. Assim, se alguém se atrever a afrontar o Poder Econômico perde a regalia e assume o Vice, clara e inequivocamente, identificado com os ditames desta turma.

A partir daí as antigas turmas da reza e do amém revezam-se, ora na situação, ora na oposição, mas sempre com o mesmo discurso. Quando na oposição, ataques ao grupo palaciano e quando encastelados no poder, repetem aquilo que o parceiro anterior fizera.

Depois da dupla Colllor (representante do Poder Econômico) e Itamar (identificado como de centro-esquerda e populista), como o primeiro virou-se contra o criador, o Poder Econômico foi mais inteligente: na Presidência alguém tachado de defender os interesses do povão – primeiro um ex-sociólogo e depois um ex-operário – ambos, porém, tiveram como Vice alguém do agrado do Poder Econômico – o ex-sociólogo teve como Vice nos seus oito anos de reinado um dos baluartes da antiga ARENA e o ex-operário um MEGAEMPRESÁRIO. Nesta fórmula, caso a criatura se vire contra o criador, tiram-na do poder e lá colocam um dos deles... sem as preocupações que o Senhor Itamar Franco representava... deu muito trabalho esse topetudo para embretá-lo, para terem-no sob controle: fotos em jornais de circulação nacional ele tomando chope em barzinhos, fotos ao lado de moças flagradas sem calcinhas...tudo isto era desgastante para os Chefes Supremos. Para o Poder Econômico!

O operário quando dava ares de reeleição teve que enfrentar uma turbulência – CPI do Mensalão - para que o Poder Econômico pudesse se convencer que ele era confiável e mereceria uma nova chance... mostrou-se fiel! Teve todo apoio para um segundo mandato, depois que mandou retirar a propaganda que incitava a bons modos, respeito e boa educação entre as pessoas do povo. Onde já se viu povo sendo respeitoso uns com os outros? Retirada a peça publicitária, situação e oposição, estrelados e tucanos, saborearam a pizza.

Ah, eu ia esquecendo, como alguns andam falando em guerrilha... fiquem tranquilos, a televisão não deixa mais ninguém sair da sala e ir para o mato gastar chumbo. Ademais, as guerrilhas urbanas, do chamado crime organizado, dão conta de gastar a munição necessária para dar gordos lucros para essa facção do Poder Econômico.

E, assim, termina mais um capítulo da história de um país chamado Brasil, onde os políticos de todas as matizes fazem de conta que defendem o povo e, pior, lastimavelmente, sempre tem quem os defenda, apesar de todos os absurdos que praticam contra o povo explorado e a favor do Poder Econômico Explorador.

Saúde e felicidade.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

SANTO AGOSTINHO

Que me perdoe o blogueiro que colocou esta frase de Santo Agostinho no seu espaço. Copiei a frase, mas esqueci o nome de quem a postou.

Se me permitirem, gostaria de dizer a todas as brasileiras e a todos os brasileiros, sigam este sábio, sapientíssimo, pensamento:

O DOM DA FALA FOI CONCEDIDO AOS HOMENS NÃO PARA QUE ELES ENGANASSEM UNS AOS OUTROS, MAS, SIM, PARA QUE EXPRESSASSEM SEUS PENSAMENTOS UNS AOS OUTROS.

À luz do IMPOSTÔMETRO

Essa maquininha, programada pelos interesses de alguém, acaba de prestar um belo serviço às mentes brasileiras isentas de cor partidária.

REFLITAMOS:

O impostômetro acusou hoje que os brasileiros pagaram até aqui mais de 500 bilhões de reais em impostos. Média mensal de 100 bilhões de reais.

O IBGE divulgou recentemente que a população brasileira passou de 190 milhões de pessoas. Arredondamos para 200 milhões, apenas para facilitar o cálculo.

R$ 100 bilhões repartidos em 200 milhões de pessoas dará R$ 500,00 por cabeça.

Uma família média brasileira tem algo ao redor de três pessoas, ou um pouco mais. Ficaremos com três.

Então, uma família brasileira pagou neste ano, por mês, R$ 1.500,00 de impostos.

Estes impostos representam 38% de tudo quanto foi produzido, de acordo com os donos da maquininha, arredondamos para 40%.

Se R$ 1.500,00 são 40%, 100% são R$ 3.750,00, que é a renda média de uma família brasileira, conforme acaba de nos revelar o impostômetro.

190 milhões divididos por três, resulta em pouco mais de 63 milhões, que deve ser mais ou menos o número de brasileiros empregados.

Cerca de 2/3 das famílias brasileiras vivem com até dois salários mínimos, pouco mais de mil reais... atentem, até 2 salários mínimos! Muitas ganham menos de um salário mínimo.

Mas, de acordo com o impostômetro, a renda média da família brasileira é de R$ 3.750,00.

ALGUMA COISA ESTÁ ERRADA NISTO!

Ou, então, o impostômetro não me deixa falando sozinho...

Pouquíssimos ganham muito; muitos, muito,... e isto acaba puxando a média para quase quatro mil reais.

Bendito impostômetro, proporcionaste-me estes cálculos e a conclusão que, de fato, o Poder Econômico ganha muito dinheiro às custas dos trabalhadores, ou, então, prezada maquininha, os teus programadores têm outras intenções, que não mostrar a verdade!

GENÉRICOS ou mais uma ilusão?

De reportagem veiculada em 2002 pelo jornal Zero Hora, com o então candidato à Presidência, Senhor Ciro Gomes, entre as muitas coisas que ele disse, eu guardei esta:

- Em princípio, até achei a ideia dos genéricos boa, mas quando descobri que o Governo pagava um nono - 11,111...% - do preço das farmácias, comecei a repensar a questão.

Em sendo verídica esta informação, e eu não tenho argumentos para duvidar, pelo contrário, é apenas mais um dado que corrobora aquilo que eu tenho afirmado ao longo dos anos e, especialmente, aqui neste espaço: a questão não é a elevada tributação, mas, sim, O ELEVADO LUCRO!

O Governo compra em grandes quantidades e nem sempre distribui - quantas notícias de desvios e remédios achados em lixões?

A compra dá lucro às indústrias, e a não distribuição aos necessitados faz com que eles tenham que comprá-los nas farmácias, assim, o laboratório ganha duas vezes. É simples, basta refletir...

terça-feira, 1 de junho de 2010

LIBERDADE DE EXPRESSÃO ou DIVIDIR PARA IMPERAR ? ? ?

Quando as pessoas se derem conta que os responsáveis pela miséria, violência, criminalidade, desemprego, baixos salários e aposentadorias, falta de moradia e de saneamento, ... são os donos do Poder Econômico e não os políticos, aí estaremos no rumo que poderá levar a humanidade a uma convivência humana.
Os políticos e as igrejas funcionam como uma espécie de para-choque entre o povo explorado e o poder econômico explorador.
Enganam-se todos quantos pensam que votar neste ou naquele político ou partido fará diferença para a população explorada.
É verdade que boa parte dos explorados, por ter um bom nível de vida, não se considera explorada, pelo contrário, pensa que tem capacidade superior para enfrentar o mundo por si só. Ledo engano!
O sistema espoliativo universal pratica a exploração de maneira hierarquizada e conta com os políticos e os religiosos de todos os partidos e credos.
A exploração não pode se dar de modo linear, todos explorados igualmente e em condições de vida iguais. Quando menos não seja porque os magnatas e os ricos precisam de diferentes tipos de serviçais. Do executivo bem remunerado até o faxineiro bem explorado.
Se olharmos a nossa volta e enxergarmos apenas miséria, que estímulo teremos para nos empenharmos e aumentarmos a produtividade? Que estímulo teremos para sonharmos e mantermos a esperança de futuro melhor?
Sem estímulos, a nossa produtividade será pequena e a lucratividade do poder econômico também.
Alguns precisam ser bem excluídos para que, pelo desemprego e consequente exclusão do consumo, os salários sejam irrisórios e os preços possam ter uma maior margem de manipulação, ou seja, possam trazer consigo um lucro substancialmente mais elevado, para engordarem, cada vez mais, as megafortunas.
Ademais, esta parcela da população, os totalmente excluídos, funcionam como fiel da balança. Tanto quando há interesse dos magnatas e ricos em aumentar seus ganhos com novos empreendimentos, pois encontrarão mão de obra disponível com fartura, o que permitirá pagar bagatelas de salários, como para votarem e, assim, com seu voto, corroborarem a pseudo democracia, que, de fato, não passa de pura plutocracia. Porém, como uma mentira de tanto repetida se torna uma verdade...
Uma outra parcela da população tem que ter acesso ao estritamente básico – cesta básica – para que tenha condições físicas mínimas para o trabalho mais duro, mais exigente e mais inóspito. Esta, em relação à primeira, vai se achar agraciada pelos deuses... e também fará o jogo do sistema.
Uma terceira parcela da população terá direito a ter um pouco mais, o que lhe permitirá algumas coisas supérfluas – como um carrinho popular, por sinal, proporcionalmente mais caro que um de segunda linha. Estes são os chefes de menor hierarquia. Aqueles diretamente em contato com os que realmente “ralam”, mas para “ralarem” mais precisam ser conduzidos com rigor, tipo capitães do mato na caça aos rebeldes e fugitivos escravos.
Por fim, uma insignificante porcentagem da população terá a permissão do sistema espoliativo universal para ter significativo conforto. É a classe média e média alta.
Daí saem, principalmente, os diferentes tipos de difusores dos ideais dominadores: autônomos e profissionais liberais de alto gabarito, médios empreendedores, altos funcionários públicos e executivos privados, comunicadores de ponta, além, é claro, dos políticos de ponta. Todos grandes formadores de opinião.
Estes fazendo tudo dentro do “script” para agradarem aos espoliadores e sonhando em chegarem a fazer parte do círculo máximo do sistema espoliativo.
Isto ocorre em todos os níveis hierárquicos do sistema, onde os de cima servem de modelo para tirar o máximo dos imediatamente abaixo.
Aos imediatamente abaixo, os logo acima, funcionam como exemplo a ser seguido, na vã expectativa para a grande maioria, de chegarem àquele nível de vida.
Aos excluídos e aos do primeiro nível de acesso oferecem-se fartura de seitas e religiões para manterem viva a esperança de dias melhores, além, claro, das promessas nunca cumpridas dos políticos de todas as matizes partidárias e ideológicas.
Ou seja, a hierarquização, ou estratificação, da população em níveis sócio-econômicos existe para, sem o chicote da escravatura, fazer cada um, sem perceber, dar o máximo de rendimento – lucro – para deleite e usufruto perdulário do magnata e do rico que são os donos do sistema espoliativo universal, isto é, do Poder Econômico e, por conseguinte, do Poder Político.
Cada um, no seu nível, tem que ter a consciência que não está no patamar acima porque não estudou o necessário ou porque é incompetente para lá estar. No topo desta pirâmide estão os mais competentes, os mais capazes, aqueles que mais se sacrificaram e mais estudaram, logo, têm todos os méritos.
Não é isto que a liberdade de expressão nos diz diuturnamente?
Por óbvio, não dizem que eles têm todos os méritos na arte de explorar e ludibriar, através de farta propaganda enganosa!
Logo, esta liberdade de expressão nos leva, inconscientemente e pelas vaidades pessoais que, ao natural, cada um de nós possui, em maior ou menor grau, a fazermos tudo que de mais precioso existe para a manutenção do moderno e globalizado sistema de escravidão: o sistema espoliativo universal.
Aqueles, desprovidos de mero egoísmo, que têm consciência que a humanidade está num caminho muito perverso e injusto com a maioria dos seres humanos e que, sinceramente, almejam um destino melhor para seus iguais, na nossa opinião, deveriam assumir para consigo e a sua espécie o sagrado compromisso de não se empenharem em prol desta ou daquela grei partidário-política, já que todas estão a serviço do mesmo senhor, o senhor Poder Econômico. Talvez, desta forma, encurtar-se-ia o caminho para chegarmos a uma sociedade humana que viva verdadeiramente em condições humanas, onde todos os seres humanos vivam em condições humanas. Tal procedimento certamente daria a necessária autoridade para alguém se jactar de cristão!
Dar conhecimento da verdade a todos e difundir as verdadeiras causas da falta de oportunidades, do desemprego, das dependências químicas – álcool em primeiríssimo lugar, da violência e da criminalidade é o primeiro passo para um mundo de paz para todos e entre todos.

sábado, 29 de maio de 2010

ELEIÇÕES, PASSADO E PODER ECONÔMICO, tudo a ver ! ! !

Sempre é bom olharmos para o passado, aquele passado que vivenciamos, e tentarmos estabelecer comparações.
Igualmente é bom não acreditarmos cegamente nas informações e números divulgados.

Por que e em que circunstâncias foi criado o Plano Cruzado em 1986?

É bom lembrar, antes de mais nada, que foi um plano meramente eleitoreiro.

O que a imprensa divulgou naqueles tempos?

Durante o carnaval daquele ano lideranças proeminentes do PMDB, reunidas com o então Governador carioca no Sambódromo do Rio de Janeiro, teriam negociado a sua entrada no PDT.

O Governo Federal na iminência de perder votos e apoios significativos tratou de agir.

Para os padrões inflacionários da época 12 ou 13% ao mês era algo mais ou menos normal e aceitável. No entanto, segundo as autoridades entendiam, não daria o respaldo popular para o Plano Cruzado.

O que, então, teriam feito?

Manipularam a inflação de fevereiro de 1986 e elevaram-na a 17%. Tal número, acreditavam, daria o necessário apoio popular.

Lançaram o Plano Cruzado com farta publicidade e criaram os “fiscais do Sarney” (uma clara lavagem cerebral), mas, principalmente, conseguiram segurar no PMDB aquelas lideranças – FHC, Covas, Montoro pai e filho, Richa - que estavam com um pé dentro do partido do Senhor Leonel Brizola.

Este teria sido o objetivo!

Tais lideranças depois que se elegeram com expressiva votação com base neste plano, que foi chamado de estelionato eleitoral, criaram o PSDB.

Em 1989, conforme foi dito à época, o Senhor Mário Covas havia feito aliança com o Senhor Leonel Brizola e seria lançado candidato a vice-presidente na chapa do mesmo.

Por que não foi?

Contaram as más línguas que a turma do Planalto lembrou-lhe dos seus inúmeros apadrinhados que ocupavam cargos políticos no governo federal...

Aí o Brasil elegeu o Senhor Collor de Mello.

Antes, contudo, a insistente leitura do editorial do jornal O Globo na tevê, que instigava a direita a apoiar um candidato de direita, fez-se ecoar pelo Brasil.

As pesquisas da época colocavam pela ordem e bem distantes do ungido, Brizola, Lula e Covas...

Direita, num bom português, PODER ECONÔMICO, ou, PODER DE FATO! Aquele que patrocina e elege, mantém e derruba presidentes.

Alguém poderá perguntar, por que, então, derrubaram o Presidente Collor?

Seguramente, pelas mesmas razões que os EEUU se insurgiram contra o Senhor Fidel Castro: a criatura criou ares de autonomia e virou-se contra o criador!

Brizola e Covas talvez, e apenas talvez, teriam tido a envergadura necessária para baterem de frente com o poder econômico. Repito, talvez!
.....

Em 2005 havia propaganda do Governo Federal na televisão que incitava a população a bons modos e boa educação.

Surge o caso Mensalão e seus desdobramentos... Ataques da oposição (outrora situação) e defesas da situação (outrora oposição)... Tudo com a devida aparição midiática...

De súbito aquela peça publicitária saiu do ar... e, misteriosamente, como num passe de mágica, PSBD e aliados e PT e aliados se entenderam e a CPI do Mensalão foi saboreada sob a forma de pizza.

Haviam embretado o Presidente e este havia garantido a sua reeleição!

Acreditem, tudo mera coincidência!

Eu estou esperando o Papai Noel...

terça-feira, 25 de maio de 2010

E OS IMPOSTOS ? ? ?

Existem coisas com as quais é difícil discordar.

A gritaria midiática contra os elevados impostos é uma delas... “a priori”! Apenas “a priori”. Sem uma análise melhor.

Eu não tenho absolutamente nada a favor das taxas de tributação a que qualquer um que não tem a quem repassar os impostos está sujeito. Que não é o caso desses que estão a reclamar. Todavia, não sou artista, não represento. Tenho compromisso, primeiro com a minha consciência e segundo com a verdade. E as duas andam juntas!

A atual legislação tributária é exatamente aquilo que convém aos interesses do Poder Econômico, aquele que dá as cartas na Alta Esfera de Decisão. O que exclui todo e qualquer empreendimento que não tenha tais influências, logo, a crítica que faço não é dirigida aos médios e pequenos empreendedores, via de regra sem influências.

Vou apresentar um cálculo bem simples para mostrar o que, de fato, está por trás deste chororô:

Situação A:
. Custo do Produto:R$ 50,00
. Preço de Venda do Produto:R$ 100,00
(lucro bruto de 100%)
. Menos Impostos totais 40%:R$ 40,00
. Saldo após impostos:R$ 60,00
. Menos Custo do Produto:R$ 50,00
. Lucro Líquido:R$ 10,00

Situação B:
. Custo do Produto:R$ 50,00
. Preço de Venda do Produto:R$ 87,50
(lucro bruto de 75%)
. Menos Impostos totais de 40%:R$ 35,00
. Saldo após impostos:R$ 52,50
. Menos Custo do Produto:R$ 50,00
. Lucro Líquido:R$ 2,50.

Respondam, o que é melhor, lucrar R$ 10,00 ou lucrar R$ 2,50?

Dentro dos princípios da oferta e da procura, duvido muito, caso os impostos fossem reduzidos, realmente, o preço final ao consumidor também fosse reduzido.

O impostômetro que fica, smj, junto à poderosa Federação das Indústrias de São Paulo – Fiesp – que congrega grande parcela do Poder Econômico deste país, apenas poderia ter confiabilidade se a seu lado estivessem, pelo menos, mais dois reloginhos com programação idêntica: um LUCRÔMETRO e um APROPRIÔMETRO, este mostrando o quanto o poder econômico explora a mão de obra assalariada e os pequenos e médios empreendedores, ou seja, o quanto explora os sem influências.

Pagamos muitos impostos? Pagamos, principalmente, se considerarmos quem não tem a quem repassar estes valores, como o consumidor final que vive de salários ou pequenos ganhos. Repito, aqueles sem influências.

Jamais podemos esquecer, quando se trata de impostos, da sonegação que é grande. Como o poder público não cobra dos grandes, acaba aumentando as alíquotas e, novamente, quem paga o pato são os sem influências. Estes deveriam reclamar, mas, além de não terem vez, não têm dinheiro para terem voz na mídia.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O CAOS NA SAÚDE PÚBLICA e n'outros serviços

Você acha que os serviços públicos não funcionam a contento apenas porque alguém resolveu que seria assim?

Ou você acredita que realmente é por falta de dinheiro como, historicamente, as autoridades alardeiam, embora, elas mesmas, disputando o seu voto, garantem que tais serviços serão melhorados, serão ofertados em condições descentes e dignas, uma vez que você os eleja?

Caso você acredita que é porque alguém decidiu dessa forma, como explicaria que a cada novo partido que assume o poder – seja nos municípios, nos estados ou na União – a deficiência dos serviços continua – pouco melhor, pouco pior – e as desculpas, igualmente, são repetidas, idênticas, nada de novo?

Caso você acredita que é porque realmente falta verba, como justificaria as cifras astronômicas que apareceram para socorrer os tubarões, como chamou o Exmo. Sr. Presidente Lula, na última crise financeira?

Bem, vejamos a questão do ponto de vista da oferta e da procura.

Todos sabemos que os preços da comida, por exemplo, estão diretamente vinculados às condições climatológicas.

Frente ao excessivo calor e à seca os preços dos hortigranjeiros recentemente foram à estratosfera.

Por que isso aconteceu?

Com o clima desfavorável a produção ficou extremamente dificultada, por óbvio. Assim, aquele pouco que foi possível colher foi disputado pelo mesmo número de consumidores de antes e, a priori, com a mesma disponibilidade financeira, com o mesmo dinheiro para tal fim. Tal situação fez que o produtor/fornecedor aumentasse o preço. Na prática o produtor/fornecedor vai aumentando o preço até onde não sobrar produto vendável, mesmo na escassez. A partir de então ele baixa um pouco até encontrar o preço de equilíbrio.

E o que os serviços públicos têm a ver com isso?

O que aconteceria com os valores das consultas médicas, dos exames laboratoriais, dos serviços de clínicas e hospitais, por exemplo, caso o Sistema Único de Saúde disponibilizasse os mesmos à população em condições dignas e de acordo com as suas necessidades e a urgência?

Inicialmente, para o SUS funcionar de acordo com as necessidades da população e com aquilo que a legislação estabelece, teriam que ser contratados profissionais em grande quantidade.

A saída destes profissionais da iniciativa privada, possivelmente, num primeiro momento, provocaria um aumento substancial nos valores cobrados por consultas e serviços em geral. Porém, na medida que tais serviços fossem oferecidos em condições satisfatórias no sistema público, a população migraria para lá em peso e os preços desses serviços no setor privado despencariam. Os valores dos planos privados de saúde igualmente diminuiriam.

Com este esclarecimento, você acredita que o Setor Privado da Saúde pode ter interesse que a Saúde Pública funcione a contento?

O mesmo raciocínio podemos aplicar a toda gama de serviços que são de responsabilidade do Poder Público.

Caso a escola pública não tivesse a histórica deficiência estrutural, falta de material e de professores, bem como carência de vagas para alunos, você acredita que a escola particular cobraria as elevadíssimas mensalidades que cobra?

Caso você pudesse deixar a chave na ignição do seu carro, em qualquer lugar onde o estacionasse, com a certeza de encontrá-lo intocado no retorno, você gastaria o seu dinheiro com equipamentos de proteção e seguro?

Caso você pudesse deixar a sua propriedade, urbana ou rural, moradia ou de trabalho, sem preocupar-se com roubos, qual seria a sua necessidade de investir em grades, cães de guarda e outros equipamentos de proteção?

Não estamos a dizer que as pessoas que ganham dinheiro no setor privado estimulam, deliberadamente, a deficiência do setor público, porém, a questão sob a luz das leis econômicas é esta, e caberia às autoridades públicas constituídas equacioná-la a contento para a população, independentemente de quem seria o fornecedor do serviço – setor privado ou público – o que, infelizmente, não tem acontecido ao longo dos tempos.

Mas, quantas vezes assistimos na tevê, lemos em jornais e revistas, denúncias de favorecimentos praticados pelos agentes públicos em benefício de empresas privadas, muitas vezes, das quais são donos, usando terceiros.

As recentes denúncias que acabaram com a queda do então Governador do Distrito Federal, são fatos restritos àquela unidade da federação?

Gostaríamos de chamar a atenção para o seguinte:
- Estivéssemos, de fato, sob um regime democrático teríamos o sagrado direito à oportunidade de trabalho para todos, com o que seria perfeitamente possível todos terem condições para custearem eventuais tratamentos de saúde, não necessitando do Poder Público. O mesmo vale para todos os serviços que os entes públicos "prestam" à população.

Saúde e felicidade.

sábado, 22 de maio de 2010

OS JOVENS E O IDEALISMO

Aproveitando a conversa que tive esta semana com um amigo meu, gostaria de fazer um alerta à juventude.
Este meu amigo foi colega de colégio de um camarada que depois virou político de relevância nacional e por fim foi dar assessoria a grandes corporações privadas.
Contou-me o meu amigo, pobre e honrado, que lá na adolescência, o futuro homem público já dizia que entraria para a política para cuidar dos seus interesses, ou seja, para locupletar-se e não para trabalhar pelo bem comum.
Ouvi certa vez de um consultor de recursos humanos que, quando abre vaga para gerente, por exemplo, quem assume a vaga é quem "já era gerente antes". Ou seja, aquele que, mesmo não sendo, tinha a postura exigida de gerente.
Sabemos que os jovens, em geral e por natureza, são mais idealistas, mais sonhadores, são mais sensíveis às injustiças.
As oportunidades de trabalho são calculadas na devida proporção para que a casta dominante, aqueles que chamo de magnatas e ricos no meu livro, não tenham um centavinho a menos do que desejam ter para manterem as suas vidas de ostentação e luxo.
As oportunidades de trabalho são calculadas para que o desemprego mantenha os salários nos níveis ultrabaixos e os ganhos que fomentam as fortunas dos magnatas nos níveis que conhecemos. Vale dizer que isto se chama de manipulação da lei de oferta e procura.
A despeito disso as vagas são preenchidas com aqueles que expressam, no seu dia a dia, atitudes que agradam e, portanto, interessam ao magnata.
Logo, dói-me muito dizê-lo, como dói ver jovens talentosos serem barrados porque os seus ideais não agradam aos interesses dos magnatas: ou sigam seus ideais e enfrentarão toda espécie de adversidades que o sistema espoliativo impõe àqueles que o contestam, ou fazem como o colega do meu amigo, cuidem dos seus interesses materiais. Pensem, todavia, nas horas de sono mal dormido que isto pode, eventualmente, acarretar, e, mesmo que todos tenham comportamento semelhante, ainda assim, haverá um obstáculo: muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos. Traduzindo, os magnatas e os ricos, condutores e usufrutuários do sistema espoliativo universal, concedem que muitos nasçam, contudo, permitem o sagrado direito à oportunidade de trabalho e vida digna a pouquíssimos. Pois só assim, conseguem manter a sua ostentação e o seu luxo. As suas babilônias econômicas.
Mesmo que você faça o jogo dos donos do poder não terá garantia de vida digna, em termos de satisfação das suas necessidades básicas.
Pense nisto!
Saúde, força e união.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

E A APOSENTADORIA ? ? ?

É totalmente inócuo discutirmos valores das aposentadorias sem entrarmos a fundo na questão da exploração a que todo e qualquer trabalhador, desde o mais mal remunerado até o mais bem remunerado, está exposto.
É fazer o jogo do poder econômico-político não discutirmos a expectativa de vida das pessoas e os salários indignos que são pagos no Brasil e no mundo, porém desejarmos aposentadorias “justas”.
É uma aberração, sob qualquer ótica e pretexto, termos pessoas aposentadas em pleno vigor físico, independentemente de idade e atividade. Como nossos dois últimos presidentes, ambos, aposentados com cerca de 40 anos, em pleno vigor físico e saudáveis. Esses aposentados, fatalmente, exercerão outra atividade remunerada, tirando, assim, a possibilidade de outrem trabalhar. Quantos aposentados, fruto de vantagens em filas de bancos, mercê de sua idade, trabalham como estafetas? Em função disso alguns bancos teriam adotado a prática de o mesmo idoso poder pagar apenas documentos em seu nome.
Uma das premissas do poder é “dividir para imperar”. Dividir, naturalmente, os explorados: ativos e aposentados.
Eu não estou aqui para fazer esse jogo... estou aqui para falar em favor dos explorados, como eu, e todos os aposentados que reclamam de suas baixas pensões e da inadequada atualização delas, muitos, inclusive, com processos judiciais para buscarem melhores proventos. Mas, tudo começa enquanto trabalhadores ativos. Lá é que começa a exploração, todavia, lá há interesse no vigor físico... depois de velho e aposentado... qual interesse que o poder econômico-político vai ter? Alguns já não têm sequer a obrigação de votar!
O trabalhador ganha algo ao redor de 1/100 (1%), como remuneração, do preço final do produto que elabora. Apesar de toda choradeira do empresariado – em especial aqueles com influências - não são os salários e nem as leis sociais (nem os impostos) os responsáveis por qualquer deficiência em qualquer segmento produtivo. Eles sabem disto, melhor do que eu! Entretanto, interessa-lhes, sobremodo, tergiversar e confundir os explorados.
Por princípio natural e humano eu sou contra alguém se aposentar por tempo de serviço. Isto implica, necessária e obrigatoriamente, que será sustentado por outros enquanto estiver usufruindo desse “direito”. Esta é a principal razão de, em todo mundo, inclusive nos países ditos desenvolvidos, haver problemas de caixa nos fundos de pensão.
Quantos aposentados, especialmente em certas categorias, ficam nesta condição por tempo maior do que aquele em que trabalharam e contribuíram para o seu fundo previdenciário?
Sou de opinião que a partir de certa idade, talvez 40 anos fosse um bom indicador, a jornada diária de trabalho fosse gradativamente reduzida e a pessoa colocada em atividades próprias para cada fase, sem prejuízos aos proventos. E assim fosse enquanto o cidadão estivesse física e emocionalmente apto a exercer atividades laborais. Em tais condições, dificilmente, haveria simulações de doenças para afastar-se do serviço. Afinal, se tens tratamento digno, por que razão agir de modo diferente?
Logicamente, todos deveriam ter o sagrado direito à oportunidade de trabalhar, e isto, fatalmente, aniquilaria com a moderna escravidão a que quase 7 bilhões de seres humanos são submetidos, em prol de cerca de 200 mil famílias que dominam a economia mundial.
A questão “aposentados” é muitíssimo parecida com outras, como por exemplo, reforma agrária, reforma tributária, reforma eleitoral, privatizações, reforma da reforma, ... tudo serve para muitos angariarem votos e obterem um bom e generoso salário. No fundo, para a sobrevivência do sistema espoliativo universal, é necessário que todas as “coisas” continuem como vêm sendo ao longo dos tempos, com uma mexidinha aqui e outra acolá, mas nunca tocando na estrutura exploradora. Entretanto, para acalmar a pressão popular, como já ensinou o General Golbery, é preciso, de quando em vez, acionar uma válvula de escape. Esta, em geral, resume-se a um discurso de mudanças, não mais que isto!
Saúde e felicidade.