terça-feira, 18 de maio de 2010

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS PÚBLICAS

Hoje cedo a tevê noticiou mais um ato de violência dentro de uma escola pública.

Nada assisti a respeito da Justiça, em segundo grau, ter condenado pais de um aluno da cidade de Jaguarão/RS, a pagarem indenização à professora que fora agredida pelo seu filho dentro da escola.

Gostaria de comentar duas situações.

Primeira, fala-se muito que os professores deveriam coibir as agressões que ocorrem entre alunos. Concordo! Porém, como eles vão fazer isso? Lembram da Professora Denise de Viamão/RS? Ela fez um aluno pintar as paredes nas quais ele escreveu. Os pais do aluno não gostaram e foram para a mídia... A diretora da escola em entrevista condenou a atitude da Professora... A justiça, igualmente, condenou a Professora... Admitamos que a Professora Denise tenha exagerado. A diretora jamais poderia desautorizá-la publicamente. Quanto à justiça, poderia ter condenado a professora, porém, na mesma medida deveria ter colocado penalidade ao aluno errante e mandado os pais baixarem a bola... para que tal não se repetisse. Como? Na mesma sentença que condenou a Professora poderia ter sido colocado algo como "caso o aluno reincida em atitude errada, os pais serão obrigados a frequentar curso sobre educação dos filhos", tipo motorista quando chega no limite de pontos negativos que é obrigado a fazer curso... Como tal não foi feito, todos os professores ficaram desautorizados frente aos alunos e aos pais destes.

Segunda, por que a mídia repercute tanto as agressões que ocorrem dentro das escolas públicas ou envolvendo seus alunos, repercutiu tanto a condenação da Professora Denise e até este momento está silenciosa sobre a condenação dos pais de aluno de escola de Jaguarão? Quais interesses estão em jogo? Os da civilidade, não!

Pensem nisto!

Saúde e felicidade.

domingo, 16 de maio de 2010

E A PENA DE MORTE ? ? ?

Certos temas ao nos aproximarmos de campanhas eleitorais sempre somem, por quê?

A pena de morte é um deles. Ao longo do tempo sempre se fala na pena capital...

Pessoalmente, sou a favor, contudo, sou contra.

Dá para ser a favor nesta sociedade que produz oportunidades de acordo com o ponto de equilíbrio do lucro máximo a qualquer custo e excluídos conforme o ponto de equilíbrio dos salários mínimos?

Não, eu não posso ser a favor da pena capital num sistema econômico e político que produz e reproduz a insanidade mental e depois quer – e apenas quer – eliminar os incorrigíveis sem influências.

Não, definitivamente, eu não posso ser a favor da pena de morte num sistema econômico e político que não permite que seja dada a todos a oportunidade ao sagrado direito de trabalhar.

Além do mais, é quimera, é sonho, pensar que a pena capital seria aplicada, independentemente, da condição econômica e de influências. É bom lembrar que vivemos, de fato, numa plutocracia, sistema onde vale a influência dos homens que detêm (porque se apropriaram/apropriam) a riqueza.

Nestas circunstâncias, como desejar a existência da pena de morte?

Contudo, como defesa de uma sociedade mais ajuizada, visto que há pessoas, sob o aspecto comportamental, irrecuperáveis, eu sou a favor. Peguemos como exemplo o rapazinho que matou um casal de namorados em SP há não muitos anos... Todavia, antes de pensarmos na pena de morte para tais pessoas, necessário seria que construíssemos uma sociedade que desse a todos, pelo menos, a oportunidade ao sagrado direito de trabalhar. Uma sociedade em que não houvesse ninguém mais igual! Preciso também seria que fosse descontinuado o crescimento das cidades, especialmente, das médias, das grandes e das metrópoles. Pois estas são fábricas de depressivos, de maníacos, de loucos...e de acumulação do suor destes por meia dúzia daqueles. Do contrário, permanecendo o regime da democrática exclusão, não existe argumento que possa convencer-me da validade da pena capital, nem mesmo para os irrecuperáveis, porque estes são, em grande parte, se não no todo, fruto desta sociedade exclusivista, que exclui parcela significativa do mercado de trabalho, para que aqueles pouquíssimos possam ter fortunas...

Saúde e felicidade

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CRACK, NEM PENSAR!

Esta campanha levada a cabo por empresa de comunicação aqui do Sul - a RBS - é totalmente meritória e chegou em boa hora.

Mas, como é sabido, ao menos tenho ouvido muitos especialistas dizerem-no e nunca escutei qualquer contestação, o ÁLCOOL é a porta de entrada para as demais drogas.

Aí vem uma pergunta que não quer calar:

POR QUE, INDEPENDENTEMENTE DE LEI, AS EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA NÃO PARAM DE VEICULAR PROPAGANDA DE BEBIDA ALCOÓLICA?

Saúde e felicidade.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Depois de ouvir tantos falarem tanto em redução da maioridade penal, hoje, ao tomar ciência de um adolescente de 14 anos que matou outro de 15 anos com arma de fogo, ocorreu-me uma dúvida:

POR QUE NÃO IMPUTAR PENA AOS PAIS DE MENORES QUE COMETEM ATOS CRIMINOSOS?

Que seja uma pena alternativa.

Entendo que isso faria com que os pais cuidassem um pouco mais da questão "colocar limites nos filhos". Nem todos, é claro... até porque muitos vivem do crime. Porém, aqueles que apenas pecam por não educarem seus filhos com os devidos limites, seguramente, sabendo que vão pagar alguma penalidade caso seu filho cometa algum crime, tomarão maiores cuidados, por exemplo, com as armas que têm em casa ou no afrontar os professores de seus filhos quando estes querem lhes impor limites.

O que vocês pensam?

Saúde e felicidade.

P.s.: 1) por oportuno, gostaria de lembrar que, conforme estatísticas oficiais, a maioria absoluta das pessoas que está no mundo do crime foi criada sem a presença da figura masculina; 2) por experiência, posso afirmar que um pai e mãe de bons princípios e presentes física e emocionalmente na vida do filho, dificilmente terão que se lamentar com o comportamento do mesmo. João Pedro Metz

FAZE O QUE PREGAS!

É comum ouvirmos alguém dizer "o fulano é do tipo faça o que digo, mas não faça o que faço".

Estamos diante de uma clara demonstração de incoerência.

Eu, enquanto criança, ouvia falar que deveríamos sempre fazer aquilo que pregamos, ou seja, deveríamos ser coerentes.

Com o cair dos cabelos, melhor, com o avançar da idade, eu agreguei um princípio que considero fundamental:

TUDO AQUILO QUE PERTENCE A OUTREM, MAS QUE GOSTARÍAMOS DE TER CONOSCO, LOGO, ENTENDEMOS QUE VALE A PENA TERMOS CONOSCO, TAMBÉM VALE A PENA PEDIRMOS PARA O LEGÍTIMO DONO SE ELE NOS CEDE.

É interessante observar que quando pedimos alguma coisa a alguém dificilmente temos uma negativa. Logo, por que pegar sem pedir?

Pegando sem pedir não conseguiremos plena felicidade com o objeto, pois sempre estaremos com a sensação que o dono poderá nos descobrir e....

Pedindo e ganhando, estaremos duplamente felizes, uma pelo bem alcançado, outra por tê-lo conseguido às claras e podermos dele desfrutar livremente.

Pensem nisto.

Saúde e felicidade.

terça-feira, 11 de maio de 2010

a não coerência pela coerência = INCOERÊNCIA, Sr. Dunga!

Sabemos que o futebol profissional masculino é um grande negócio.
Um baita negocião, não é meu gaúcho?
Sabemos que teu padrinho colocou-te na seleção.
Mas, querer explicar as incoerências de um grande negócio falando que não vais ser coerente só para mostrar coerência...
Meu conterrâneo, eu sei que tu és muito inteligente, senão não terias jogado tanto tempo na seleção e nem serias treinador dela sem nunca teres treinado, sequer, time de botão, porém, não subestima a nossa capacidade de raciocinar.
Quanto ao Ronaldinho Gaúcho, independentemente das tuas razões para não levá-lo, eu sei, tenho visto, ele não está conseguindo fazer as jogadas, por mais que ele tente, logo, sua exclusão não pode ser condenada.
A explicação que deste, ah, essa, sim, é de uma profunda incoerência!
Por isto não podes ser coerente só para mostrar que és coerente?
Não levas o Gaúcho, mas em situação idêntica – ter pedido dispensa da seleção – levas o Kaká!
Disseste na tua coletiva que foste chamado à seleção para um trabalho de renovação.
Eu sei que atleta com 30, 33 anos ou mais, hoje em dia não é mais descartável como antigamente.
Mas que renovação a tua?
Na lista tem vários nascidos antes de 1980.
Vários – 1 em cada 3 - que fracassaram em 2006!
A dupla de zagueiros, p. ex., tem mais de 30 anos, por que não um da nova geração?
No meio, igual, por que não mais dois da nova geração?
Não levas o Vitor (o Kleber e o Sandro do Inter), porém em condições iguais levas o Grafite!
Eu sei quem manda, manda que tu mandes assim...
Ou vais me dizer que tu tens total autonomia para cometeres tamanhas incoerências?
Prova é a tua explicação sobre não seres coerente só para mostrar que és coerente, ou seja, declaraste, como nunca ouvi, que és incoerente!
Excluíste o Adriano de última hora, acho que fizeste bem, contudo, não dava para incluir o Neymar, de última hora?
Ou, então, o Afonso... com quem tanto insististe... para seres menos incoerente!
Sabe, meu bom moço, os grandes vitoriosos acabarão sendo o Neymar e o Ronaldinho Gaúcho.
Com esta tua seleção tu estás pedindo para não ganhar a copa.
O bom disto será que nestas circunstâncias padrinho algum te segurará.
E, aí, a Copa do Brasil de 2014, tem muito mais possibilidades de ficar aqui.
Saúde e felicidade.

domingo, 9 de maio de 2010

PARABÉNS ÀS MÃES

Meus parabéns a todas as mães, neste dia e nos demais dias deste ano e dos anos vindouros.

Saúde e felicidade a todas vocês!

João P Metz

quarta-feira, 5 de maio de 2010

GRÉCIA: O POVO PAGANDO A CRISE FINANCEIR

No meu livro "A Nova Cara da Escravidão, moderna e neoliberal", faço referências à preocupação que autoridades europeias manifestaram no final de 2008 a respeito de conflitos e tumultos ocorridos, já à época, na Grécia.

Na orelha da contracapa deste livro indago, a propósito dos mais de US$ 11 trilhões que já haviam sido destinados pelos governos do mundo, entre eles o do Brasil, aos poderosos arquitetos da última crise financeira mundial:

Será que este dinheiro não retornará através de aumento de impostos e redução de salários?

É demasiado desconfiar que esta crise foi arquitetada e produzida visando aumentar o desemprego e reduzir o bolo salarial global e, consequentemente, deixar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres?

US$ 11.000.000.000.000,00 é o montante que seria despendido para pagar o bolsa-família brasileiro a cada um dos cerca de 7 bilhões de seres humanos por, pelo menos, um ano, com direito a décimo-terceiro.

Possivelmente já havia em 2008 alguma situação neste país que, agora em 2010, levou a população a tais manifestações de grandes proporções. O que já deveria existir em 2008, muito provavelmente, tinha muito ou tudo a ver com a famigerada crise.

O que está sendo proposto ao povo grego, em termos de empréstimos do FMI e a sua política de achatamento salarial, lembra em tudo aquilo que, até há pouco tempo, acontecia a nós trabalhadores brasileiros.

Neste livro ainda indago a respeito da dinheirama empregada pelos governos, e questiono se não vai gerar inflação... aqui no Brasil as preocupações inflacionárias, mesmo que diminutas, acenderam a luz vermelha.

Pobre povo grego!

Pobre povo sem influências de todo Planeta!

Saúde e felicidade a todos.

terça-feira, 4 de maio de 2010

ACREDITE, O NOVO É O VERDADEIRO!

Acreditar ou não em algo depende daquilo que, ao longo de nossa vida, ouvimos, assistimos e acreditamos.

Algo ser ou não ser deste ou daquele jeito é bem diferente.

No contexto social em que a classe dominante sempre utilizou e utiliza todos os meios imagináveis para impor aquilo que convém aos seus interesses, é pouco provável alguém renomado obter êxito, a curto prazo, ao apresentar uma visão diferente sobre velhas teorias, por verdadeira que seja sua tese.

Em relação a alguém desconhecido, como é o meu caso, é praticamente impossível, no médio prazo, haver a aceitação de uma tese (o pleno emprego é possível) que contrarie outra existente (o pleno emprego é utópico), mesmo que sua fundamentação não permita destituí-la.

Sempre nos disseram que a falta de qualificação era a maior responsável pelo desemprego e pelos baixos salários. Nos passaram a ideia que o Brasil precisaria investir mais na educação e na qualificação da população para que a miséria acabasse...

Há 7 anos utilizaram o mesmo método para dizer que os produtos transgênicos acabariam com a fome. Depois que foram legalizados, e não mais era necessária a sua clandestinidade, a fome continua igual ou maior mas, ninguém se apresenta para dizer “enganei-me sobre os transgênicos”.

O mesmo aconteceria se, num passe de mágica, todos os brasileiros amanhecessem hiperqualificados.

Os baixos salários continuariam sendo pagos, só que agora a trabalhadores hiperqualificados.

O desemprego igualmente permaneceria, pois é ele quem determina os baixos salários e fomenta o montante das fortunas acumuladas.

O discurso, ah, o discurso, este teria que ser adaptado!

sábado, 1 de maio de 2010

PRIMEIRO DE MAIO

Como nós trabalhadores nada temos a comemorar nem a festejar, quero dizer apenas o seguinte:

Reflitam bem sobre tudo que ouvirão daqui até a eleição.

Prestem bem a atenção no volume de propaganda dos candidatos e, de preferência, votem naqueles que espalharem menos papel e plástico, pois isso pode significar menos comprometimentos não democráticos.

Saúde e felicidade.