terça-feira, 14 de julho de 2015

FAÇA O QUE DIGO E NÃO O QUE FAÇO

BRASIL E AS PEQUENAS INCOERÊNCIAS
          Enquanto não houver conscientização das PESSOAS, como individualidades, do que é certo e do que é errado; do que é moral e ético e do que é imoral e antiético; do que é meu e o que é dos outros; o que compete aos outros fazerem e o que eu posso e devo fazer; o que é de fato verdade e o que é mentira; enquanto, diante de fatos idênticos, olharmos com olhos e dedos acusadores contra aqueles que não têm nossa simpatia e admiração, ao passo em que os que nos são caros merecem nosso carinho e defesa; vamos continuar cometendo equívocos e sendo, também, vítimas de todas as formas de enganação possíveis para qualquer mentalidade egoísta e gananciosa. A falta de coerência nas ações e palavras das pessoas, em geral, parece-me ser o grande câncer, o grande desencadeador das nossas mais próximas e mais distantes mazelas.
O pai ou a mãe que diz ao filho que não tem dinheiro para comprar-lhe um novo tênis ao passo que vai ao barbeiro fazer a barba e à estética para fazer um penteado ...
O Prefeito que diz ao líder comunitário que não tem verba para fazer a manutenção da estrada, mas, passeia pelo município num carro de luxo e com motorista pagos pelo erário ...
O Governador que diz à população que o caixa está vazio, portanto não tem como reformar uma escola ou um hospital, porém cria novos cargos com salários 30, 40, 100 vezes maiores do que ganha a maioria da população ...
O Presidente que diz à nação que é hora de apertar o cinto, contudo, celebra com lautos banquetes ...
A rede de comunicação de massa que conclama o povo a economizar água, entretanto, desperdiça a mesma a olhos vistos ...
O artista que brada contra a corrupção de um Governo, contudo, recebe patrocínios do mesmo ...
O internauta que faz ásperas críticas a governantes que não tem sua simpatia, porém, silencia ou tenta justificar erros semelhantes cometidos por governantes que tem a sua admiração ...
O cidadão que declara alto e bom som “pago impostos” mas, esquece que na sua declaração de renda inclui costumeiramente despesas inexistentes ...
O empresário que clama por “reforma tributária”, contudo, faz silêncio sobre o fato de que vende sem NF, que não recolhe os impostos, que não recolhe o INSS, o FGTS, que um quilo do que vende nem sempre tem um quilo ...
Os políticos saem da população, o grande empresário de hoje ontem pode ter sido um pequeno que cresceu logrando muitos; o grande empresário é o grande patrocinador dos políticos, logo, o grande beneficiário de tudo contra o que reclama;  o pequeno empresário de hoje pode ser o grande de amanhã; ... o cidadão de hoje pode ser o Prefeito de amanhã; o Governador de hoje, foi o cidadão de ontem ...
O que sucede no grande caixa, também acontece no pequeno.
O troco que recebi a mais do caixa do açougue hoje e que não devolvi, pode representar os milhões do erário que amanhã vão estar sob a minha guarda.

domingo, 5 de julho de 2015

EDUCAÇÃO & ESTUDO



        Educação e estudo, evidentemente, são coisas diferentes.

        A má educação existente no seio da nossa sociedade é, em parte significativa, resultado daquilo que a televisão nos mostra minuto a minuto, 24 horas por dia e todo santo dia.

        A assimilação daquilo que é veiculado é muito rápida. Se atentarmos para uma expressão antiga que diz “as novelas ditam moda” e compararmos o que nelas, como de resto em toda programação televisiva, é apresentado, especialmente, de diferente, logo passaremos a ver, particularmente, este diferente  por onde andarmos. Seja no modo de vestir, seja no modo de usar e colorir os cabelos, no esmalte das unhas, na forma de falar, cumprimentar, nas gírias, no jeito de andar, nos palavrões, no modo de ofender e agredir. Se formos um pouco mais a fundo veremos até crimes praticados após atos semelhantes serem veiculados na telinha.

        Quando nos anos 90 a mídia lançou a onda das privatizações, não demorou muito para que pessoas de todos os níveis socioeconômicos passassem a defender a venda das empresas estatais. Elas tinham o refrão entoada pela mídia na ponta da língua: o governo precisa gerar empregos, investir na educação, na saúde, na segurança e nas estradas, mas não tem dinheiro e nem onde tomar emprestado, logo, precisa vender as estatais. Era tão claro que repetiam apenas aquilo que liam e ouviam que bastava fazer-lhes qualquer perguntinha sobre o assunto que ficavam embaraçadas, não tinham respostas, nem argumentos verossímeis. 

        Nos últimos anos a grande mídia lançou a onda da maior corrupção da história. Rapidinho isto passou a ser entoado e repetido por pessoas de todos os níveis, das com pouco às de bastante estudo; das mais pobres às mais ricas. Mas, não as indaguem como chegaram a esta conclusão. Se elas forem desavergonhadas, dirão, ouvi na tevê ou li no jornal ou na revista.  Se forem, contudo, do tipo “o que foi, o que é”, “não interessa”, faça de conta que nada ocorreu e saia de fininho, ou prepare-se para ouvir xingamentos, ofensas, quiçá, até ameaças. 

        Você lembra-se desde quando a mídia repete a onda da maior corrupção da história?

        Há menos de 10 anos.

        Há quantos anos parte da população repete esta onda?

        Há quase 10 anos.

        Ou seja, depois da grande mídia lançar uma onda rapidamente a população põe-se a surfar nela.

        Sendo assim, para termos uma população educada, bastaria a grande mídia fazer mudanças no seu verbo. Ao invés de mostrar cenas de violência, de afronta, de má educação, de desrespeito, mostrar cenas de respeito, de comunhão, de cooperação, de civilidade. Não tenho dúvidas que em pouquíssimo tempo a educação seria prática habitual e rotineira entre as pessoas. Entre todas as pessoas, independentemente, de nível social e de escolaridade.

        Seguramente o fato do atual Governo Federal estar atuando no sentido de colocar um pouco de EDUCAÇÃO na programação das estações de rádio e televisão, ocorre toda esta onda de maior corrupção da história, claramente, com o objetivo de desestabilizá-lo.

terça-feira, 2 de junho de 2015

AGRADECER E SER GRATO

Segundo o filósofo Cícero "a gratidão não é apenas a maior das virtudes mas, a mãe de todas as outras".

No nosso dia a dia costumamos pedir, pedir muito, ao nosso deus. Mas, quantos e quando lembramos de agradecer?

Não só é politicamente correto como é humanamente simpático e de inestimável valor agradecer sempre que alguém nos faz algo, independentemente, de fazê-lo por obrigação profissional ou outra razão qualquer. Também é conveniente agradecermos sempre que algo de positivo nos acontece, ou quando nos safamos de algo negativo.

Estudos comprovam que praticar a gratidão, cultivar o sentimento de gratidão, aumenta os níveis de bem-estar e felicidade, de energia, otimismo e simpatia.

O sentimento de gratidão faz valorizarmos tudo aquilo que temos.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

CERCAMENTO DO PARQUE DA REDENÇÃO

Você que mora em alguma cidade do Brasil ou algum núcleo urbano do Brasil, pode me dizer quantas casas com pátio não têm cerca, muro, grade, ou, qualquer forma de proteção? Quantos edifícios ou condomínios não têm nenhum tipo de cercamento, nem guarda?             


Certamente você terá dificuldade em lembrar de algum imóvel nestas condições. Talvez nem existam.
  
Mas, você sabe e eu sei. Mesmo com toda proteção, mesmo com as cercas mais resistentes e fechadas, com guarda e/ou com cerca elétrica ou eletrônica, aqueles que vivem atrás delas não estão imunes a assaltos, a roubos, a sequestros, ...

Por que, então, o cercamento de um parque com dezenas de hectares traria segurança aos seus frequentadores?

Algumas situações fáceis de serem imaginadas com o cercamento da Redenção:
1) A já escassa e insuficiente guarda ficará ainda mais reduzida;
2)  Com ainda menos guardas, mais fácil ficará fazer do Parque um esconderijo para armas, drogas e objetos de furto;
3)  As pessoas sentindo-se seguras pelo cercamento tenderão a ficarem mais despreocupadas, logo, mais sujeitas a serem vitimadas de ladrões;
4)  Com menos guardas, com alguns pontos de acesso para policiais em caso de chamada, mas com total liberdade para transpor a grade, cerca ou muro, a vida dos meliantes estará facilitada;
5)  Que altura será o cercamento da Redenção? Três metros? Cinco metros?
6)  Quantos edifícios têm paredes externas em andares altos pichadas?
7) Quem escala o 15º, o 23º andar de um edifício, terá dificuldades para passar por cima de uma cerca de cinco metros de altura? Claro que não!
8)  O que vai acontecer é o seguinte, vão assaltar o comércio e as pessoas na volta do Parque e vão refugiar-se lá dentro. Momentaneamente estarão mais seguros contra eventual reação da população e da caça policial. Com reduzida guarda lá dentro e com portões para acessá-lo, até a polícia chegar do lado de dentro do Parque o ladrão já terá saído pelo outro lado e, quem sabe, assaltado mais alguém.

Você que mora em área rural do Brasil, certamente, mesmo com cerca e monitoramento eletrônico também não está seguro dentro da sua casa.

O que me espanta é como tem gente que acredita neste tipo de engana bobo.